segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Eu estava lá: Pelos caminhos de Frankenstein


Escritores subindo às escadas da Biblioteca para criarem contos de terror. Foto Leocádia Costa / CRL / Divulgação

Por Luiz Gonzaga Lopes - Jornal Correio do Povo

A noite de sábado e a madrugada de domingo foram de recriar um evento por um portal de 197 anos de história. Do verão chuvoso de 1816 em Genebra, na Suíça, quando Lord Byron propôs o desafio de produzir uma história de terror durante uma noite, aceito por Mary Shelley, autora de Frankenstein, e John William Polidori, o recorte histórico se deu para madrugada deste domingo, quando 18 autores de literatura fantástica, policial e terror escreveram seus contos na atmosfera lúgubre, silenciosa, cercada de mistério e que igualmente atravessa séculos da Biblioteca Pública do Estado, construída em 1871.

O Tu Frankenstein 2 teve como ponto alto esta ação construída em conjunto pela Câmara Rio-Grandense do Livro, em parceria com o Fantaspoa e com a Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre. Por volta das 19h30min de sábado, os escritores brasileiros e estrangeiros seguiram em cortejo desde o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, passando pela rua General Câmara até o prédio da Biblioteca. A recepção aos escritores, convidados e jornalistas foi feita pelo próprio Frankenstein. O patrono da 59ª Feira do Livro, Luís Augusto Fischer, e o vice-presidente da Câmara do Livro, participaram da parte inicial da atividade. Os curadores do projeto Jussara Rodrigues, João Pedro Fleck, Duda Falcão e Gustavo Nielsen.



Frankenstein saúda Federico Andahazi. Foto Leocádia Costa / CRL / Divulgação

O momento inicial foi a apresentação dos autores Gustavo Nielsen (Argentina), Alexis Aubenque (França), Sean Branney (EUA), Federico Andahazi (Argentina) e os brasileiros Felipe Guerra, João Pedro Fleck, Duda Falcão, Marcelo Amado, Celly Borges, Guilherme Fraga, Cesar Alcázar, Carlos Patati, Bráulio Tavares, Christopher Kastensmidt, Simone Saueressig, Felipe Castilho, Max Mallmann e Carlos André Moreira. Logo depois, os escritores ouviram da diretora da Biblioteca Pública, Morgana Marcon, sobre o prédio com forte influência positivista, aberto ao público em 1922. Os autores foram instalados no Salão Mourisco, inspirados nos salões do Palais de Versailles e com pinturas murais de Fernando Schlater.

Com seus notebooks e alguns escritores fazendo anotações em um caderno, o trabalho de criação se iniciou efetivamente por volta das 20h. Com a iluminação reduzida a atmosfera para a criação estava assegurada. O silêncio e ar lugúbre do local foram entrecortadas por uma menina de vestido branco e pelo pianista Roberto Pinheiro, que reinjetou adrenalina aos autores por volta das 3h da manhã. Volta e meia algum autor descia para comer algo no primeiro piso. O francês Alexis Aubenque disse que era a primeira vez que participava de uma atividade como essa e elogiou a iniciativa. No começo da atividade, o seu conto era intitulado “Sete horas em Porto Alegre” e teria um crime, sendo uma espécie de paródia do seu livro Sete Dias em River Falls.

O resultado da experiência será publicado em 2014 pela Editora Dublinense e deverá também ser reproduzido na Argentina. Segundo Duda Falcão, um dos curadores do projeto, a ideia é que o trabalho coletivo seja lançado na Feira do Livro do ano que vem. “O meu conto se chamou ‘Devoradores de Narrativas’ e trata de uns alienígenas parecidos com ácaros que estavam dentro de livros raros da Biblioteca e são lidos por um vigia noturno, meu personagem. Estes seres devoram palavras e também o vigia, que volta em forma de monstro/zumbi e passa a devorar as demais pessoas”, afirma Duda. Max Mallmann disse que aproveitou uma informação da diretora da Biblioteca de que na gestão de Ado Malagoli as pinturas murais da sala de leitura foram recobertas de cinza para não atrapalhar os leitores. “A partir disto, criei o conto ‘O Vórtice’, pois embaixo da pintura cinza estão vórtices, passagens interdimensionais para outros mundos”, finaliza.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"A lonely grave on the hill", by Cesar Alcázar

Já online na edição #18 da revista digital Heroic Fantasy Quarterly: "A lonely grave on the hill", by Cesar Alcázar. Simply put, the best Celt/Viking story you’ll read by a Brazilian author, ever. (The editors)