quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sagas Vol. 2 Estranho Oeste: Poster promocional

Poster promocional criado gentilmente pelo amigo Eric Newsom. http://twitter.com/#!/ericreadscomics

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PRÊMIO NEBULA (EUA): Christopher Kastensmidt é finalista na edição 2011

A noveleta de fantasia brasileira O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara é finalista do prêmio mais importante da literatura fantástica nos Estados Unidos

Conhecido como o Oscar da literatura fantástica por ser votado pelos profissionais da área, o Prêmio Nebula destaca, anualmente, os melhores trabalhos de ficção científica e fantasia publicados nos Estados Unidos. Na edição 2011, um dos finalistas é conhecido do público-leitor do gênero no Brasil. O norte-americano Christopher Kastensmidt, que vive no País há mais de 10 anos e reside em Porto Alegre (RS), está concorrendo na categoria melhor noveleta do Nebula com a história O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara.

Essa primeira aventura da dupla de heróis criada por Kastensmidt fez sua estreia na revista norte-americana Realms of Fantasy (uma das mais importantes da área) em abril de 2010, com o título The fortuitous meeting of Gerard van Oost and Oludara. No Brasil, O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara foi lançado em São Paulo pela Devir Editora no fim de 2010, no primeiro volume da coleção Duplo Fantasia Heróica. Em Porto Alegre, o lançamento ocorreu em janeiro de 2011. Ao contrário da grande maioria dos lançamentos do gênero, essa história é ambientada em território brasileiro.

A série, que terá continuação, é intitulada A bandeira do elefante e da arara, ou The elephant and macaw banner. Para divulgar a série, o escritor criou um site, onde publica arte, notícias e explicações sobre as referências históricas e culturais da série. O endereço é http://www.eamb.org/brasil/.

Assim como os antigos bandeirantes, O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara também rompe o Tratado de Tordesilhas e abre o território e cultura brasileira para a literatura do tipo espada e feitiçaria — engendrada por escritores como Robert E. Howard (criador de Conan) e Fritz Leiber (criador da dupla Fafhrd e Gatuno) —, que combina aventura e criaturas sobrenaturais e fantásticas.

Na noveleta, Kastensmidt apresenta os personagens Van Oost, um aventureiro e viajante holandês, e Oludara, um guerreiro ioruba tomado como escravo. Eles se encontram em Salvador durante o Brasil Colônia, dispostos a, com muita astúcia e coragem, formar uma dupla de herois como nunca se viu.

Christopher Kastensmidt nasceu nos Estados Unidos, mas vive no Brasil há mais de dez anos, residindo em Porto Alegre. Cursou engenharia de computação na Rice University, em Houston, Texas. No Brasil, foi sócio da empresa Southlogic Studios, que mais tarde foi vendida para a Ubisoft, uma empresa multinacional de videogames junto à qual Kastensmidt se tornou diretor criativo. Criou o conceito original e design do jogo brasileiro mais vendido no exterior, o Casamento dos Sonhos, com mais de um milhão de vendas. Atualmente é professor e consultor, especialista em criação de narrativas e propriedade intelectual. Já publicou ficção em diversos países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Dinamarca, Escócia, Grécia, Polônia e República Checa.

PRÊMIO NEBULA – O Prêmio Nebula é organizado pela Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA – www. www.sfwa.org). A cerimônia de entrega ocorrerá no final de semana de 19 a 22 de maio de 2011, em Washington – DC. Reconhecidos escritores do gênero fantástico como Isaac Asimov, Arthur C. Clarke e Neil Gaiman já foram premiados no Nebula. O site oficial do prêmio é www.nebulaawards.com. A lista completa de finalistas, divulgada no dia 22/fevereiro, está publicada em http://www.sfwa.org/2011/02/2010-nebula-nominees/.

Parabéns Christopher!!!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sagas Vol. 1 Espada e Magia na Cultura

Foto tirada na loja de Porto Alegre. Adquira o seu exemplar online aqui. Você também pode encomendar e retirar o Espada e Magia na Cultura de sua cidade (São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Campinas, Brasília, Salvador e Fortaleza).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Da lenda para a tela

Para os céticos, é mais fácil acreditar que o célebre Rei Arthur não tenha existido. Até hoje não foram encontradas provas consistentes de sua existência. Entretanto, é impossível negar o impacto dessa belíssima lenda na literatura. Desde o relato mais antigo conhecido, datado do século IX, o heróico rei e seus Cavaleiros da Távola Redonda têm fascinado gerações de leitores.
Este legado de aventura e fantasia obviamente foi parar nas telas do cinema, com resultados diversos:


Os Cavaleiros da Távola Redonda – 1953
Knights of the Round Table
Direção: Richard Thorpe
Com: Robert Taylor, Ava Gardner, Mel Ferrer, Anne Crawford, Stanley Baker, Felix Aylmer

A primeira versão cinematográfica das lendas arthurianas digna de nota foi o clássico de 1953 Knights of the Round Table, estrelado por Robert Taylor no papel de Lancelot. Este filme oferece uma leitura bem “família” da lenda de Camelot, excluindo todo o material controverso. Até mesmo o romance adúltero entre Lancelot e Guinevere não poderia ter sido retratado de forma mais inocente.
Taylor vinha de sucessos como Quo Vadis (1951) e Ivanhoe (1952). Estava no auge da carreira. Por isso, Knights of the Round Table se concentra na sua figura e não no Rei Arthur interpretado sem muito brilho por Mel Ferrer.
Uma boa diversão, cujos maiores atrativos são a beleza de Ava Gardner, no papel de Guinevere, e a excelente atuação de Stanley Baker como o sombrio Mordred.


Camelot - 1967
Idem
Direção: Joshua Logan
Com: Richard Harris, Vanessa Redgrave, Franco Nero, David Hemmings, Lionel Jeffries, Laurence Naismith

Versão para o cinema do notório musical de Alan Jay Lerner e Frederick Loewe (My fair Lady). Com três horas de duração, este filme testa a paciência do espectador. Para quem não gosta de musicais então, é praticamente insuportável. Hoje em dia, Camelot é mais lembrado pelo romance fora das telas entre Franco Nero e Vanessa Redgrave. Os admiradores das lendas arthurianas podem ignorar sem medo essa produção.


Lancelot Du Lac - 1974
Idem
Direção: Robert Bresson
Com: Luc Simon, Laura Duke Condominas, Humbert Balsan, Vladimir Antolek-Oresek, Patrick Bernhard

O estilo cru, seco e desprovido de sentimentos utilizado pelo diretor Bresson não combina muito com a clássica história narrada por Malory em “La morte d’Arthur”. O que resta das lendas Arthurianas se lhes são retiradas a magia, o heroísmo e a paixão?
Lancelot Du Lac é um filme para poucos. Uma daquelas obras do dito “Cinema de Arte” que corre o risco de ser encarada como pura arrogância intelectual por parte do público. Por outro lado, não deixa de ser interessante por apresentar uma visão radicalmente diferente de tudo que já se viu sobre o reinado de Arthur.


Excalibur, a espada do poder - 1981
Excalibur
Direção: John Boorman
Com: Nigel Terry, Helen Mirren, Nicholas Clay, Cherie Lunghi, Paul Geoffrey, Nicol Williamson, Robert Addie, Gabriel Byrne

Esta verdadeira obra prima de John Boorman é a melhor releitura da lenda de Arthur feita para o cinema. Um filme intenso e criativo, recheado de cenas antológicas. Nicol Williamson, em atuação excepcional, tornou-se o mago Merlin definitivo das telas. O roteiro condensa muito bem as diversas fontes literárias (tendo Malory como principal inspiração) e acompanha a jornada do Rei Arthur desde antes de seu nascimento até o derradeiro combate com seu filho/sobrinho Mordred. Apesar das duas horas e meia de duração, Excalibur flui com perfeição e até poderia ser mais longo, pois alguns momentos parecem apressados. Outro atrativo é a presença de vários futuros astros como Helen Mirren, Gabriel Byrne, Liam Neeson e Patrick Stewart, na época ilustres desconhecidos.


As brumas de Avalon – 2001
The mists of Avalon
Direção: Uli Edel
Com: Anjelica Huston, Julianna Margulies, Joan Allen, Samantha Mathis, Caroline Goodall, Edward Atterton, Michael Vartan, Michael Byrne, Hans Matheson

Atroz adaptação para a TV da obra lendária de Marion Zimmer Bradley. Esta mini-série simplesmente joga no lixo as excelentes idéias do livro (que no Brasil foi dividido em quatro volumes) e transforma a trama em uma “novela das oito” medieval. Julianna Margulies até está bem como Morgana, mas os demais protagonistas são catastróficos.


Rei Arthur – 2004
King Arthur
Direção: Antoine Fuqua
Com: Clive Owen, Ioan Gruffudd, Mads Mikkelsen, Joel Edgerton, Hugh Dancy, Ray Winstone, Ray Stevenson, Keira Knightley, Stephen Dillane, Stellan Skarsgård

Poderia ter sido um bom filme... Esta produção teve a pretensão de mostrar um Arthur realista e historicamente correto, e chegou a usar como chamada a frase “A história do homem por trás da lenda”. Legítimo caso de propaganda enganosa. O roteiro é uma verdadeira piada no quesito histórico (erraram até o lado da Bretanha pelo qual os saxões invadiram) e muito distante da lenda para ser considerado um filme sobre o Rei Arthur. Se os produtores tivessem colocado outros nomes nos personagens e feito uma pesquisa de dois minutos na Wikipedia, poderiam ter realizado um filme excepcional.

Outros filmes sobre o Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda:

http://en.wikipedia.org/wiki/Category:Arthurian_film_and_television