terça-feira, 6 de abril de 2010

A filosofia de Robert E. Howard


“Deus Todo-Poderoso, quando terminará o reinado do sangue?
Turlogh sacudiu a cabeça:
– Não terminará enquanto a raça humana existir.”
(The dark man - 1931)


“– A barbárie é o estado natural da humanidade. – disse o batedor, ainda fitando sombriamente o cimério. – A civilização não é natural. É um capricho de circunstância. E a barbárie deve sempre triunfar no fim.”
(Beyond the Black River - 1935)


"Conheço muitos deuses. Quem lhes nega é tão cego como quem confia muito profundamente neles. Não peço nada além da morte. Pode ser a escuridão pregada pelos céticos nemédios, ou o mundo de gelo e nuvens de Crom, ou as planícies nevadas e salas fechadas de Valhalla dos Nordheimers. Não sei, tampouco me preocupo. Deixe-me viver intensamente enquanto viver; Deixe-me conhecer os ricos sumos de carne vermelha e o vinho ardente em minha boca, o toque caloroso de braços brancos, a louca excitação da batalha quando as lâminas azuis ardem e sangram, e estarei contente. Deixe que professores, sacerdotes e filósofos discutam sobre questões da realidade e ilusão. Sei somente isso: se a vida é ilusão, então não sou mais do que uma ilusão e sendo assim, a ilusão é real para mim. Vivo, queimo com vida, eu amo, eu mato e estou feliz assim."
(Queen of the Black Coast - 1934)

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